A galeria o Rastro tem à disposição duas belas obras de Pedro Cabrita Reis. Duas técnicas mistas que pertencem à série “Casa Queimada” de 2007.

Conheça também as novidades que temos de Manuel Cargaleiro ,e ainda, trabalhos de Justino Alves, Nadir Afonso, Álvaro Lapaveja no site!

Pedro Cabrita Reis, nome maior das artes plásticas e com grande reconhecimento internacional, vai estar representado já a partir do próximo mês de fevereiro em Paris, no jardim das Tulherias, no Louvre, com a escultura “Três Graças”.

“Pedro Cabrita Reis iniciou o seu percurso artístico nos primeiros anos da década de 80 do século passado. Tem no desenho um referente técnico dominante – no sentido em que é o traçado das linhas que define a composição, as  formas e os espaços das suas obras. E tem a pintura como território de afirmação – porque usa o lema da construção (construção/desconstrução do mundo) como a sua base discursiva. A partir do final dessa década, aborda a escultura e a instalação como destino inevitável.”
“Tudo em PCR é ordem. Do mesmo modo, tudo é caos. Não parece possível separar nem identificar os elementos que nos permitiriam distinguir, obra a obra, cada um destes princípios contraditórios. O artista usou mesmo a dupla face dessa designação para dar título a uma das suas exposições (1986). A energia que ordena e organiza as matérias e a que as desmancha e desfaz é da mesma subtil natureza.”
João Lima Pinharanda

Pedro Cabrita Reis

Pedro Cabrita Reis nasceu em Lisboa em 1956, cidade onde vive e trabalha. Com reconhecimento internacional consolidado, o seu trabalho tornou-se crucial para o entendimento da escultura a partir de meados da década de 1980. A sua complexa obra, caraterizada por um idiossincrático discurso filosófico e poético, engloba uma grande variedade de meios: pintura, escultura, fotografia, desenho e instalações compostas de materiais encontrados e de objectos manufaturados. Utilizando materiais simples e submetendo-os a processos construtivos, Pedro Cabrita Reis recicla reminiscências quase anónimas de gestos e ações primordiais repetidos no quotidiano. Centradas em questões relativas ao espaço e à memória, as suas obras adquirem um sugestivo poder de associação que, transpondo o visual, alcança uma dimensão metafórica.
A complexa diversidade teórica e formal do trabalho de Pedro Cabrita Reis procede de uma reflexão antropológica contrária ao reducionismo do discurso sociológico. De facto, é sobre silêncios e indagações que assenta a sua obra.
Pedro Cabrita Reis participou em importantes exposições internacionais, tais como na Documenta IX, em Kassel, em 1992, nas 21.ª e 24.ª Bienais de São Paulo, respetivamente em 1994 e 1998, e no Aperto, na Bienal de Veneza de 1995. Em 2003, representou Portugal na Bienal de Veneza e em 2009 participou na 20.ª Bienal de Lyon.
O seu trabalho tem sido exibido em exposições organizadas por diversos museus e centros de arte, de onde se destacam: Sometimes one can see the clouds passing by, Kunsthalle Bern (Berna, 2004); Stillness, Camden Arts Centre (Londres, 2004); True Gardens #3 (Dijon), FRAC Bourgogne (Dijon, 2005); Pedro Cabrita Reis, MACRO – Museo d’Arte Contemporanea (Roma, 2006); La ciudad de adentro, OPA – Oficina para Proyectos de Arte (Guadalajara, 2007); True Gardens #6, Kunsthaus Graz(Graz, 2008); Pedro Cabrita Reis, Fondazione Merz (Turim, 2008); La Línea del Volcán, Museo Tamayo (Cidade do México, 2009); Deposição, Pinacoteca de São Paulo (São Paulo, 2010), One after another, a few silent steps, Hamburger Kunsthalle (Hamburgo, 2009; Carré d’Art – musée d’art contemporain de Nîmes, Nimes, 2010; M Museum, Lovaina, 2011; Museu Coleção Berardo, Lisboa, 2011); States of Flux – Pedro Cabrita Reis, Tate Modern (Londres, 2011-2013); A Remote Whisper, Bienal de Veneza (Veneza, 2013); Lifted Gaze, De Vleeshal (Middelburg, 2014); Alguns nomes, Galeria Mul.ti.plo (Rio de Janeiro, 2014); Fourteen paintings, the preacher and a broken line, The Power Plant (Toronto, 2014).
Museu Coleção Berardo