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Martinho Dias – Allegro Ma Non Troppo

23 Julho - 21 Agosto

 

(IM)PUREZA

Há corvos e cães numa força de raiva feita. Cavalos, flechas e o vermelho do sangue.
Resplandecem mundos inusitados, aglomerados de outros mundos,
colagens ubíquas, sobressaltadas naturezas,
massa e energia.
Cintilam as flechas, os atiradores, o mártir e fulgem os jokers, os músicos, os boxeurs.
Há uma agressividade latente para os juntar, feita da raiva de os fazer colidir.
Reluzem mundos paralelos e impuros – mundos fechados, multifacetados, polimorfos.
E lucilam corpos de formas moldáveis, corpos recuperáveis
que desesperam na forma e na essência
a impossibilidade desejada da pureza.

Texto do Escritor António Tavares sobre esta exposição de Martinho Dias

 

Sobre Martinho Dias

«A arte de Martinho Dias, extraordinariamente sensível na fluidez da linguagem das formas, na vigorosa materialidade da cor, na força e no encanto da sua evasão e do seu êxtase, é uma fascinante e esplêndida aventura espiritual e técnica», Álvaro Lobato de Faria.

Martinho Dias nasceu em 1968 na Trofa, próximo do Porto, onde se licenciou em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes. Professor de Artes Visuais até 2009, ano em que se dedicou em exclusivo à atividade artística, embora exponha desde 1995 e tenha já em 2009 representado Portugal no concurso “The Winsor & Newton Worldwide Millennium Painting Competition”, com mostras em Londres, Estocolmo e Nova Iorque.

A pintura é a sua arte maior, mas também se dedica à ilustração, sobretudo de obras de literatura infanto-juvenil, registrando uma participação na Bienal de Ilustração de Bratislava, em 2003.

O seu trabalho, multipremiado, integra diversas coleções e tem sido mostrado regularmente em Portugal e no estrangeiro, em exposições individuais e coletivas, bienais, simpósios e feiras de arte, além da sua colaboração com músicos ou escritores em projetos artísticos como as “Pinturas Escritas” e “Pangea”, com figuras de proa como o Maestro António Victorino D’Almeida, Eurico Carrapatoso, Amélia Muge, o músico espanhol Kepa Junkera, o artista e performer italiano Alzek Misheff, bem como Peter Ablinger, Gianluigi Trovesi, Pauline Oliveros, Paulo Cunha e Silva, Bill T Jones, entre outros. Martinho Dias recebeu a “Medalha de Mérito Cultural” do Município da Trofa. Em 2014, a sua primeira obra em vídeo, PANGEA, (50’) estreia-se na bienal SCHOK’2014, na Holanda e em 2016 integrou a exposição ATTITUDES na Artkate Galerie, em Berlim.

A obra de Martinho Dias move-se, sobretudo, num criticismo social e político dentro de uma realidade contemporânea. Ele desdobra esta realidade, que nos é comum, através de uma forma sugestiva, sugerida. Privilegia padrões de informação recolhendo fotografias dos meios de comunicação como jornais, revistas ou imagens televisivas. De forma criteriosa, serve-se desses seus “modelos” para a realização de composições pictóricas, substrato das representações de figuras e corpos da sua pintura, encarados como uma inevitabilidade do quotidiano.

Detalhes

Início:
23 Julho
Fim:
21 Agosto
Categoria de Exposição:
Etiquetas de Exposição:

Local

Galeria O Rastro
Rua da Liberdade 14
Figueira da Foz, 3080-168 Portugal
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+351233411188

Organizador

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